17/10/2008

Risco

fico?
saio?

se vier, que venha;
visco (não solta)
arisco (não volta?)

venha,
abrigo desabrigo.
elo atado a porra nenhuma,

abrigo descabido
vem
em praça pública.

desossado, sentido
de muita sensação

se vir, quem vir,
que veja,
"diga que eu fico"
disparate, desinibido
em praça-república.

melancolia alerta, alegria sofrida,
desabrigo desabrigo

mto triste pelo triste
bem feliz pelo feliz
amor é isso?

4 comentários:

Anônimo disse...

você tá virando poeta de verdade. ou já virou, faz tempo, e eu só percebi recentemente? evoé! vida longa à sua jovem poesia. beijos, rita.

Inês disse...

explicando meus comentários apagados: é que devido minha certa ignorância achei que o negócio do Wisnik, fosse seu. E aí pensei nele como música. Quando vi o que era de verdade, o comentário perdeu um pouco o sentido. Apesar de que eu ainda frequento esse "galo da vizinha" para preencher muito agradavelmente, minhas tardes em frente à internet. Venha para São Paulo! Um beijo, da Lia de dreads.

Lia disse...

Oi Ana, eu outra vez, e dessa com meu próprio nome. Pois tomei parte do nome do blog aqui no qual escrevo agora. Fiz um desses também, e quando percebi o nome era "catando limão", assim peço licença para usar o seu "catando". Na verdade, é mais uma inspiração do que uma cópia. quando quiser visitá-lo: www.catandolimao.blogspot.com
Um beijo, da Lia de dreads

Pedro disse...

Oi Ana,
Quem fala aqui é o seu desaparecido "tio" (entre aspas por ser mais um tio de direito do que de fato).
Só escrevo para dizer que aqui de longe te acompanho e te admiro.
Do comentário da sua mãe (é sua mãe né?), só discordo sobre tornar-se ou não poeta de verdade, quando de fato todo poeta é de mentira.
Lindo seu blog.
Beijão